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Artesanato

História do Artesanato em Aveiro

Presume-se que foram os fenícios que, no séc. X a.C. tenham “importado” a técnica de modelar objetos de barro. Após os celtas lusitanos que tinham, também, formas próprias de trabalhar e decorar o barro, chegaram os romanos, que se dedicaram ao artesanato cerâmico, comprovado pelos vestígios recolhidos no ano de 1930 em Cacia.

O artesanato aparece documentado em Aradas na primeira metade do séc. XV, contudo, é no séc. XVI que Aveiro surge como centro oleiro, mais precisamente, o Bairro dos Oleiros, que se estendia para fora das muralhas, para Sul.

Aveiro abastecia o Minho, os navios levavam olarias para os portos de Viana do Castelo e Caminha, implicando o aparecimento de várias fábricas de olaria por toda a cidade, ainda que, a atividade barrista se mantivesse na Rua e Bairro dos Oleiros e na Rua do Rato.

A partir do séc. XVIII, desenvolveu-se a arte cerâmica - peças utilitárias e decorativas, presépios, calvários e imagens devocionais. Em 1775, foi fundada por João Rodrigues Branco a Fábrica do Côjo, sita no antigo “Esteiro das Azenhas” ou Canal do Côjo, cuja principal atividade era o fabrico de louça com barro branco, já que, as restante olarias aveirenses fabricavam apenas com barro vermelho.

Em 1882, para colmatar o desaparecimento da Fábrica do Côjo, três irmãos da família Melo Guimarães instalaram uma nova indústria de cerâmica, denominada por Fábrica da Fonte Nova, a poucos metros de distância das ruínas da Fábrica do Côjo.

Por iniciativa do Sr. Carlos Melo Guimarães, a Fábrica da Fonte Nova esteve, desde o início, presente em grandes certames nacionais no Porto e Lisboa. Em 1883, participou numa grande Feira -Exposição no Porto, onde os seus produtos foram apreciados, apesar de poucos meses de laboração. A partir dessa data esteve sempre presente nas melhores exposições em Lisboa, ganhando assim, uma grande projeção. Em 1894 esteve presente na grande exposição internacional de Antuérpia.

Os produtos provenientes da Fábrica da Fonte Nova eram diversificados – vários géneros de louças, faiança grosseira ou faiança fina, pó de pedra para aplicação diversa (doméstica ou construção civil), principalmente, para uso na faiança, serviços de mesa, cozinha e lavatórios, material de construção (telha), peças decorativas em grande escala, bem como azulejos artísticos, tanto em painéis, como em “tapete” (azulejos em grande número, em revestimento parietal, que pela multiplicação de determinados modelos resulta num padrão polícromo).

Da Fábrica da Fonte Nova saíram painéis de azulejo que se espalharam por todo o pais através de encomendas específicas ou traduzindo paisagens naturais de Aveiro, bem como monumentos nacionais ou regionais, à semelhança dos painéis que se encontram em algumas estações de caminho de ferro, como por exemplo a Estação de Aveiro, onde se vislumbram “postais ilustrados”.

Artesanato no Aveiro Welcome Center
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Documentos

Historia da Ceramica em Aveiro

Ceramica em Aveiro